quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Esquiando

   No dia 26 de dezembro, domingo, fui a Noruega esquiar com a minha família. Pegamos uma balsa de 10h para chegar lá, mas que senhora balsa! Você pode reservar uma cabine e, é claro, pagar por ela onde tem quatro camas para descansar. Tem restaurantes, cassino, lojas e até uma boate para quem viaja a noite!
    Passamos seis dias em uma cidade chamada Trysil onde minha família tem uma casa. A “montanha” é a maior da Escandinávia e a melhor para ir esquiar! Muito bonito por lá.
Na segunda foi o meu primeiro dia e estava morrendo de medo. Sou péssima em “esportes radicais” e tenho muito medo de cair até jogando futebol. Imaginem.
    Estacionamos o carro e tínhamos que descer uma pequena ladeira para comprar os nossos passes dos teleféricos para os próximos seis dias. Eu demorei uns 20min para chegar lá embaixo. Dava dois passos e caia e no início não conseguia me levantar sozinha. Como eu estava morrendo de medo do frio coloquei muita roupa e fui até de cachecol agora eu vejo que foi burrice. As quedas esquentam muito e quando cheguei lá embaixo já estava suando.
    Para o meu primeiro dia até que eu não fui tão mal. É obvio que eu caí até subindo no teleférico, mas a primeira vez é complicado. Tem um local onde você somente APOIA o seu traseiro, mas a burra aqui sentou e dois segundos depois cai. Cai algumas outras vezes antes de me acostumar. Essa foi a pista verde.

Para os entendidos no meu primeiro dia eu estava conseguindo parar e estava virando um pouco já. Recebi vários elogios!
    No segundo dia eu evoluí de pista fui para a azul que é a segunda mais fácil. Estava simplesmente tentando relembrar o que eu tinha aprendido no dia anterior, mas não com muito resultado.
    Já no terceiro dia um acidente: a pista pela qual eu ia descer com minha mãe tinha sido fechada e tive que descer pela preta! Eu não tinha outra opção. Tinha que chegar lá embaixo de algum jeito. Eu já tinha aprendido a parar e a virar, mas para eu virar eu tinha que estar muito devagar e de preferência em uma área plana. A pista preta era bem íngreme e difícil de ir devagar, ou seja, o resultado foi muito tempo para descer devagar por causa do medo. Tinha medo de descer de vez, então ia um pouco parava e virava. Demorei muito, mas nem cai tanto quanto eu imaginava que eu iria cair.
    O resultado de seis dias esquiando foi mais ou menos. É muito legal esquiar. Adorei. O problema são os “sapatos” que temos que usar e todas as quedas para aprender. Minhas canelas ficaram inchadas em certos pontos por causa do sapato e fiquei, é claro, toda dolorida e com marcas de pancadas.
    Eu não sei fazer nada artístico no esqui até porque nem tive aula, mas eu consigo descer sem cair, ou seja, eu aprendi. Minha família disse que agora eu tenho que esquiar todo ano para não desaprender e eu concordo com eles (viu Paulinho?). Seria muito mais divertido ir esquiar novamente agora que eu sei.
    A respeito da Noruega eu não posso falar muita coisa, pois a viagem foi somente para esquiar. Não vi nada do país mesmo infelizmente.

Natal

    O mês de dezembro na Dinamarca é muito bom. Toda a preparação de Natal é muito legal. A cidade toda enfeitada, neve (nem todo ano), comidas especiais de natal, bebidas e tudo mais. Mas, na minha opinião, a noite de Natal é sem graça.
    Juro que eu estava muito animada para o Natal. Pensando que seria bem divertido cantar as músicas e dançar, mas não foi como eu imaginava. É claro que digo a todos que foi maravilhoso, mas apenas tenho que ser uma boa intercambista.
    Aqui eles comemoram no dia 24 a noite igual ao Brasil. Fomos a igreja na tarde do dia 24 e a noite tivemos a ceia. Comida especiais natalinas inclusive a sobremesa (eu só falo de comida por isso que estou essa bola) é uma delícia! A sobremesa é um arroz pastoso onde eles colocam uma “castanha” dentro e quem encontra ganha um presente. Claro que eu não ganhei, não tenho sorte.
    Após a ceia fomos cantar. O normal é dançar ao redor da árvore enquanto cantam, mas o meu pai inovou e dançamos pela casa inteira. Eu achei super engraçado e meu irmão mais velho me falou depois “Você devia estar pensando que a gente é idiota. Eu vi a sua cara e você rindo.”  Eu o disse que eu fiquei imaginando se eu fizesse isso no Brasil. As pessoas que vissem iriam rir e sim pensar que era idiotice.
    Para finalizar a noite: presentes! Ficam todos embaixo da árvore (que só é montada no dia 23!) e o mais novo começa. Escolhe um presente e diz de quem é para quem. O problema é que são muitos presentes! A gente passou quase a noite inteira “brincando” disso. Eles ganham tanto presente que eles têm que faz uma lista com os desejos dos presentes. E não é como lista de amigo secreto não, pois em amigo secreto você só recebe um presente. O meu primo ganhou presente até do gato e do cachorro. Achei super engraçado e lembrei de tia Selma.  Quando eu perguntei ao meu irmão sobre isso ele me falou “Não espere ganhar presente de todas as galinhas não viu?” (moro em uma fazenda com umas 2 mil galinhas).
    Então esse foi o meu Natal aqui. Nada demais. Nada de barulho e de brincadeiras idiotas que eu estou acostumada. Nada de queijo do reino ou de coxinha. Apenas mais presentes do que eu estou acostumada. Ganhei oito presentes!
OBS: uma história engraçada dessa sobremesa. Um ano minha mãe esqueceu de colocar a castanha dentro do pote e os outros continuaram comendo e comendo por causa do presente!