terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fins de semana

       Meus fins de semana não são muito agitados não. Principalmente com os programas da minha família. Eles são legais, mas normalmente dia de domingo eles inventam uns programas tão estranhos! Uma vez a minha mãe inventou de me levar para um museu. Eu não sei quem estava mais entediada eu ou ela. Não tinha nada de interessante nesse museu sem contar que eu não tinha companhia como em quase todos os passeios. Acho que a melhor parte foi quando ela colocou o braço pra dentro do aposento me explicando algo e o alarme começou a tocar. Imaginem como foi legal!
     Outra vez me chamaram para ir andar de bicicleta com os meus avos, pois o dia estava bonito. No inicio tava um frio, mas depois de passar quase o dia inteiro pedalando o frio passa. Meu pai tinha me dito que iam ser uns 20 km e eu pensei: “Vou morrer no meio, mas vou tentar”. Na ida minha bunda já estava doendo imaginem na volta. Minha mãe teve que tirar uma almofadinha de gel que ela usa para andar de bicicleta para me dar, então minha situação não estava ruim estava péssima! A maratona foi de 28 km e senti orgulho por ter chegado viva em casa. Tudo bem que minha bunda doía ate para andar durante uns dois dias, mas cheguei viva e é isso o que importa. Mas me digam se isso não é falta do que fazer não? 28 km de bicicleta? O pior de tudo foi que os meus avos estavam bem depois e eu estava morta. Meu avo ainda tirou onda com a minha cara: “Você anda muito bem de bicicleta”. Só disfarcei um risinho...
     Nesse domingo foi à vez de ir passear na floresta. Pra começar eu tinha ido a uma aula de Cross fitness (uma espécie de Pilates mais agitado e dolorido) com a minha mãe no sábado, então estava TUDO doendo! Principalmente para mim que desde que cheguei sou uma sedentária! Para o passeio ficar mais estranho ainda estava apenas 3ºC. Quem quer passear na floresta, com subidas e descidas, dolorida com 3ºC e somente com gente velha (sem querer ofender alguns leitores)? Intercambista aprende a aceitar tudo que lhe é oferecido e, em boa parte, não se dá muito bem.
     Como os adolescentes daqui trabalham muito ou os que saem nunca me chamam os sábados a noite normalmente eu fico em casa. Com os meus pais. Minha irmã tem 20 anos, então ela sai, vai para a boate e depois dorme na casa da amiga. E eu fico em casa. Com meus pais. É bem... Tedioso. Mas isso é o início. Ainda acho que vai melhorar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Greve

Caro leitor,
Sinto informá-lo, mas o site vai ficar temporariamente desatualizado. Tudo isso devido à falta de notícias que eu tenho daí. Especialmente dos meus pais. Se eu não recebo notícia eu concluo que eles também não querem notícia. Já tentei. Deixei minha mãe de castigo, mas ela não aprendeu e agora vai ser pior.
Como é que Victor, que está na Finlândia (repito na FINLÂNDIA) sabe mais do que eu? Por incrível que pareça eu sempre fico sabendo das coisas por ele (não estou achando ruim da sua parte Victor). Fiquei sabendo, por ele é claro, sobre a seleção do Rotary e depois ele me contou sobre Julinha. Antes de meus pais ou até mesmo ela. Odeio ser desinformada!!
Outra vez eu soube por Flávia que minha mãe tinha viajado. Quando foram para Salvador, tia Carminha que me disse.
Mãe quero ver se agora você aprende.
Agradeço a sua atenção,
Catarina Menezes Gomes

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Apresentação no Rotary

    Então ontem foi a minha apresentação no Rotary sobre o Brasil. Só para começar tinha mais gente do que o normal. Tinha gente que nem era do meu clube, mas foi assistir. Perguntei a Edith “Por que você trouxe tanta gente?” e é claro que ela riu. Robin, marido de Edith, não é do mesmo clube que ela, mas ele foi e ainda levou a mexicana que está na minha cidade. Tinha também um menino e uma menina que vão fazer intercâmbio próximo ano.
    Minha primeira família foi comigo me prestigiar, claro. Na mesa que eu sentei com minha família tinham dois senhores e um ficou falando algo sobre a madeira do Brasil. Pense que interessante. Faltando pouco tempo para eu me apresentar, eu nervosa como sempre, o senhor fica falando que tem um objeto no meu clube que foi feito com uma madeira do Brasil e que agora essa madeira era ilegal. Eu só no “Ooh” nem entendi o que ele falou direito.
    Depois de comer chegou à hora. Eu estava um pouco (só para suavizar a situação) nervosa. Eu fico nervosa quando vou apresentar algo para minha sala (menos de 30 pessoas) no Liceu em português imaginei como eu estava tendo que apresentar em inglês! Principalmente porque tinha umas palavras que eu não fazia idéia de como falar em inglês, mas Robin, que é inglês, estava lá para me ajudar. Eu fiz a apresentação em cima de algo que eu acho que não tem nome. Parece com os que tem na igreja, mas onde eu fiz tinha um pequeno palco. Só sei que eu fui falando e mal olhava para as pessoas. Me concentrei nos slides e nas minhas anotações.
    Mas no final, eu fui elogiada não somente pela minha apresentação, mas também pelo meu inglês. Só bondade da parte deles, é claro. Ainda para puxar saco dos rotarianos eu levei fitinha do senhor do Bonfim, alguns chaveiros, pins e lembranças bestas. Eles gostaram e espero que agora surjam convites para viajar...